Sexta-feira, 22 de Fevereiro de 2008

“A Agricultura e as Hortas Urbanas”

O nosso projecto tem de facto avançado e a sua progressão é visível. Nesta fase em que já nos é possível referir diversas potencialidades das práticas rurais nas cidades e no seguimento de vários contactos com outras pessoas às quais apresentámos o nosso projecto, foi-nos sugerido que fizéssemos também referência às designadas “Hortas Urbanas”, uma vez que, estão inteiramente relacionadas com este tema do “campo na cidade”. Seguindo esta sugestão, assim o fizemos e após alguma pesquisa verificámos que de facto este conceito de “Hortas Urbanas” se enquadra perfeitamente no nosso tema de estudo e assim constitui mais uma forma de potencializar a actividade rural nas cidades.

É importante realçar que a Agricultura Urbana é realizada em pequenas áreas dentro de uma cidade (vila ou bairro) e que se destina acima de tudo à produção de cultivos para utilização e consumo próprio ou para a venda em pequena escala, em mercados locais. As áreas preferencialmente utilizadas para cultivar nas cidades, isto é, as práticas da Agricultura Urbana têm lugar, acima de tudo, em quintais, em terraços ou pátios, em espaços ajardinados comunitários e em espaços públicos não ocupados por edificações.
 O cultivo das “Hortas Urbanas” é feito com diversos objectivos. Digamos que as famílias mais abastadas o fazem numa perspectiva lúdica, pelo prazer de desenvolver uma actividade ao ar livre e simultaneamente beneficiar das vantagens de produtos e verduras frescas de produção própria enquanto que, por outro lado, as classes mais desfavorecidas da sociedade o fazem porque as “Hortas Urbanas” assumem um papel fundamental na economia familiar, quer como provisão quer como fonte de rendimento.
Relativamente ao que é produzido nestas “ Hortas e Quintais Urbanos” podemos fazer referência a uma gama diversificada de legumes frescos, ervas aromáticas e medicinais, frutos vários e ainda é feita criação de pequenos animais como por exemplo, galinhas, patos, perus e coelhos.
 
 

 
 
As “Hortas Urbanas” podem ser classificadas em três categorias distintas: Hortas Sociais, Hortas de Recreio, Hortas de Recreio Colectivas e Hortas Pedagógicas. Nas Hortas Sociais, de uso familiar ou individual, o principal objectivo é satisfazer as necessidades alimentares de pessoas e/ou famílias de poucos recursos, contribuindo assim para o seu rendimento através da eventual venda de produtos. Nas Hortas de Recreio, também de uso individual ou familiar, o principal objectivo prende-se com o recreio dos utentes, cuja residência se encontra nas proximidades. Já as Hortas de Recreio Colectivas, de uso colectivo por grupos de moradores, têm como finalidade o recreio e a educação ambiental. Por fim, as Hortas Pedagógicas têm como objectivo constituir um instrumento de educação ambiental e de ensino das ciências da natureza, através do trabalho e convívio na horta.
Concluindo, e após esta análise e reflexão acerca deste curioso conceito de “Hortas Urbanas”, pensamos que se torna evidente que estas áreas dizem respeito aos terrenos de pequena dimensão que são cultivados em espaço urbano e que têm como finalidade, acima de tudo, aspectos lúdicos e de lazer, bem como a produção para consumo próprio.
Se pensarmos um pouco neste conceito e nesta realidade, pensamos que será evidente a importância da subsistência e potencialização destas “Hortas Urbanas” nas nossas cidades portuguesas, que por vezes “caminham aceleradamente” para um “excesso de urbanização”. Assim, é importante ter sempre presente a ideia de um desenvolvimento sustentável para as nossas cidades, perspectivando, portanto, um futuro com melhor qualidade de vida, quer em questões ambientais, sociais e económicas.
Desta forma, é importantíssima e muito benéfica a preservação de actividades que continuem a promover “o campo na cidade”, tal como as “Hortas Urbanas” que deverão ser mantidas e exploradas, pois constituem uma das formas de potencializar a actividade rural nas cidades e, os benefícios que delas advêm são inúmeros. As referidas “Hortas Urbanas” poderão contribuir assim para uma melhor sustentabilidade urbana, quer em aspectos relacionados com o ambiente, com o planeamento urbano, com a segurança alimentar, com a estabilidade sócio-económica, com a conservação (uma vez que as “Hortas Urbanas” têm um papel importante enquanto micro reservas e potenciais preservadoras da Biodiversidade Agrícola), quer seja apenas com fins lúdicos ou de terapia psicológica, para fuga ao stress diário.
A agricultura urbana é uma actividade presente em todo o mundo, sendo também uma realidade em Portugal, nomeadamente em locais como Lisboa, Porto, Seixal, Almada, entre outros, onde ainda subsistem as ditas “Hortas Urbanas”.
Assim, tal como o Arquitecto Ribeiro Telles que já há alguns anos tem vindo a explorar e divulgar as “Hortas Urbanas”, será importante que todos nós, atendendo aos benefícios que delas advêm e reflectindo acerca da projecção das nossas cidades do futuro, exploremos e tiremos o maior proveito desta actividade, em tudo benéfica para as nossas cidades!

 

 Minuto Verde - Vantagens das Hortas Urbanas

 

(Os direitos de autor perencem à Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza).

publicado por canecaspartidas às 22:33
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1 comentário:
De atento a 25 de Fevereiro de 2008 às 17:31
Muito interessante... Um óptimo trabalho...:)


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